Situado na freguesia do Rosário, o Centro de Educação e Formação Ambiental de Lagoa (CEFAL) está vocacionado para questões ambientais. Entre os vários objectivos a que se propõe, esta instituição, inaugurada a 2 de Maio de 2009, pretende promover uma consciência ecológica, individual e colectiva e estimular/sensibilizar a comunidade lagoense para comportamentos pró-ambientais. É igualmente propósito do CEFAL fomentar a interligação família/ escola/ comunidade, contribuindo para uma valorização e rentabilização de todos os recursos do meio. O CEFAL abrange um conjunto de serviços que vão ao encontro das necessidades da sociedade actual, sendo composto por uma Biblioteca, um Centro de Actividades de Tempos Livres (CATL), um Pólo de Informática e uma Sala de Actividades. Através das suas valências, proporciona aos seus utentes e à comunidade em que se insere um vasto leque de actividades educativas, nunca descurando a componente ambiental que o caracteriza e que o singulariza.
Denominado de Porto da Lagoa ou também chamado de Porto dos Carneiros, esta infra-estrutura portuária, localizada na freguesia do Rosário, é um dos ex-libris do concelho de Lagoa. O Porto dos Carneiros estabelece ligações marítimas com outros portos de São Miguel, nomeadamente com o de Ponta Delgada e o de Vila Franca do Campo. O Porto dos Carneiros caracteriza-se por ter águas pouco profundas e de ser constituído por uma doca destinada a proteger as embarcações dos ventos. A fundação desta estrutura remonta ao século XV, sendo uma das mais antigas da ilha de São Miguel. Segundo dados históricos, no século XV já existia o Forte da Vila da Lagoa, construído com o objectivo de proteger as entradas e saídas de embarcações neste porto dos frequentes ataques de corsários e piratas. Dados históricos referem ainda que o nome de Porto dos Carneiros deve-se ao facto de ter sido neste lugar que o infante D. Henrique mandou lançar gado antes da colonização de São Miguel. Na verdade, o Porto dos Carneiros foi, a seguir à Povoação, o segundo lugar da ilha a ser povoado desde a sua descoberta. Já em 1593 (século XVI), o lugar do Porto dos Carneiros foi elevado a paróquia.
A Igreja Nossa Senhora do Rosário é um templo do século XVIII, situado como o nome indica na freguesia do Rosário. A igreja numa primeira fase foi construída sobre uma ermida do século XVI. A actual construção é uma ampla construção composta por três naves. A Igreja Nossa Senhora do Rosário possui um exímio conjunto escultórico da autoria de Machado de Assis datado do século XVIII. Saliente-se ainda o seu famigerado órgão de tubos, proveniente da Alemanha, e um dos melhores da Região Autónoma dos Açores. Os vitrais, o tamanho da estrutura, a pia baptismal e um vasto espólio de imagens fazem deste templo uma construção impar no concelho, dada toda a sua riqueza. As festas mais emblemáticas desta paróquia celebram-se no primeiro domingo de Julho (Sagrado Coração de Jesus) e no segundo domingo de Outubro (festa em honra de Nossa Senhora do Rosário).
Localizado na freguesia de Santa Cruz, o Convento dos Franciscanos, vulgarmente conhecido como o Convento dos Frades, é indubitavelmente um dos mais emblemáticos monumentos do concelho de Lagoa. Classificado como Imóvel de Interesse Público, o Convento dos Franciscanos é constituído por uma área coberta de 1820 metros quadrados e um logradouro de 1644 metros quadrados. Este imóvel de grande valor histórico e patrimonial é um exemplar de arquitectura barroca, cuja construção remonta à segunda metade do século XVIII. Na verdade, trata-se de uma das mais peculiares construções arquitectónicas do concelho. A igreja, dedicada a Santo António, apresenta uma fachada barroca bastante decorada e no seu interior destaca-se o trabalho de talha do altar-mor e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Este icónico monumento está revestido de História. Segundo documentos históricos, o Convento dos Frades terá servido de abrigo ao Exército de D. Pedro (século XIX). Mais tarde, no final da Primeira Guerra Mundial, albergou alguns prisioneiros alemães. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Convento também serviu de aquartelamento de tropas.
É na freguesia de Santa Cruz que se situa o parque florestal Chã da Macela. Trata-se de uma vasta área onde crescem várias espécies vegetais endémicas como o louro, queiró, urze, cedro do mato, uva da serra e outras espécies introduzidas como as araucárias, criptomérias, cedros, acácias e pinheiros. No parque florestal da Macela é possível vislumbrar, além da magnífica vegetação, várias espécies de animais que aí habitam. Este parque constitui um óptimo local para quem gosta de espaços verdes e de estar em contacto com a natureza. É o local ideal para um piquenique, um churrasco ao ar livre e para momentos der lazer, uma vez que a Macela além de baloiços tem à disposição dos seus visitantes um improvisado campo de futebol relvado.
Situada em Água de Pau, na Rua da Praça da República, a Mercearia Central, adquirida pela Câmara Municipal de Lagoa, foi objecto de obras de consolidação e musealização, tendo sido mantido, ao nível do piso térreo, o antigo estabelecimento comercial, com o tradicional espaço de taberna contíguo, e, no primeiro andar, a habitação dos respectivos proprietários, José Inácio Vieira Favela e Angelina da Conceição Reis.A maioria dos bens móveis deste Núcleo resultam, em especial, da doação das herdeiras de José Inácio Vieira Favela e de Angelina da Conceição Reis, sendo de destacar o mobiliário do quarto de cama do casal, executado pelo marceneiro Elias da Conceição Reis (pai de Angelina Reis), autor da talha do altar da Ermida de Nossa Senhora do Monte. Deste modo, as colecções distribuem-se no rés-do-chão, pela mercearia e pela taberna, e no segundo piso, pelos espaços da habitação, com sala, quarto de jantar, quarto de cama, ligados por um corredor que comunica com a cozinha, através da qual se chega a um pequeno sótão, utilizado como dormitório, e ao “quarto de banho”, no exterior, junto à chaminé do forno de lenha. Na taberna, espaço telúrico e de convívio, certamente combinaram-se sabores da terra e do mar, nomeadamente, torresmos, febras, morcelas, iscas, caranguejos, lapas, regados com o bom vinho da Caloura.
Erguida em 1932, no Pico da Figueira, em Água de Pau, a Ermida do Monte Santo reveste-se de uma enorme mística. Diz-se que neste local, onde agora se situa a ermida, a menina Maria Joana Tavares do Canto e uma amiga presenciaram aparições da Virgem que lhes confidenciou que iria voltar a aparecer. A 5 de Julho de 1918, cerca de doze mil pessoas assistiram ao milagre da aparição da Virgem. Depois de tal milagre, a menina Maria Joana Tavares do Canto viria a falecer, tendo previsto a data da sua própria morte. Os pais de Maria Joana Tavares, em sinal de fé, mandaram então construir no local das aparições a Ermida do Monte Santo. O templo apresenta um corpo hexagonal e um só altar com a imagem de Nossa Senhora do Monte que foi mandada fazer em Lisboa, e é ornamentada com algumas jóias que pertenceram a Maria Joana, nomeadamente três colares. A Ermida do Monte Santo apresenta ainda resquícios do estilo gótico. Já em 1998 com a autorização do Bispo dos Açores, foi construída uma Cruz Luminosa na colina atrás da Ermida, pela Associação Católica Cristo Jovem.
Fundado no início do século XVI, no sítio da Caloura, também conhecido como Vale de Cabaços, localiza-se o Convento da Caloura. Este foi, provavelmente, o primeiro convento de religiosas de São Miguel. A igreja é revestida por um raro conjunto de azulejos poli cromados, apresentando o altar-mor um retábulo de talha dourada com peculiares anjos de bigode e valiosas imagens. Curiosamente, foi o Convento da Caloura que recebeu pela primeira vez a imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres, oferecida pelo Papa Paulo III. O Convento da Caloura foi habitado por freiras até 1541, ano em que foram substituídas por uma comunidade religiosa masculina, devido ao constante ataque de piratas. A imagem do “Ecce Homo” acompanhou a saída das freiras que a levaram para o Convento da Esperança, em Ponta Delgada, onde se mantém actualmente. Existem algumas lendas associadas a este Convento que embeleza o sítio da Caloura, em Água de Pau.
Situa-se na Canada do Castelo, no Lugar da Caloura, Ilha de S. Miguel. Está implantado em terrenos compartimentados por muros de pedra solta, outrora protectores de vinhedos. A estrutura edificada integra-se no ambiente de labirinto criado por esses muros. Nasceu para mostrar uma colecção particular de Arte, a fim de as obras que a compõem poderem desempenhar, publicamente, a vocação comunicadora própria de toda a obra de arte. Com uma área coberta de 220 m2 e espaços verdes envolventes é vocacionado para uma utilização polivalente, podendo dar lugar a exposições diversas, palestras, colóquios, “performances”, “workshops” etc. A exposição permanente sofre alterações consoante a oportunidade de expor diferentes obras da colecção ou, ocasionalmente, obras de outras proveniências. Dispõe de material de consulta sobre os autores das obras expostas, e outros, assim como de informação cultural e artística em diferentes suportes. No âmbito da fotografia, apresenta, entre outras, um conjunto de diagramas obtidos no início do séc. XX. Possui uma secção de venda de livros e discos, um posto de acesso à internet e serviço de casa de chá.
Classificado como Sítio de Importância Comunitária (Rede Natura), o Miradouro do Pisão é considerado um ex-libris do concelho de Lagoa. O Miradouro do Pisão proporciona uma vista privilegiada para o sítio da Caloura, onde se vislumbra uma paisagem única. Vinhedos entre muros de pedra negra, o típico porto protegido pela alta falésia de rochas vulcânicas e o Convento da Caloura caiado de branco, fazem as delícias daqueles que visitam esse lugar. O Miradouro do Pisão é o local ideal para se proceder ao cartão postal do lugar da Caloura, também conhecido como Vale de Cabaços.
Construído e inaugurado em 1983, o Museu Agrícola e Quintal Etnográfico situa-se na Ribeira Chã, sendo um dos locais mais emblemáticos desta pequena freguesia. Desde 1992, este Museu tem sofrido diversas modificações, tendo o seu espólio aumentado consideravelmente. No Museu Agrícola, construído e inaugurado no decorrer do ano de 1983, destacam-se no seu interior os utensílios ligados à Cultura do Pastel, que durante os séculos XVI e XVII foi uma das principais fontes de riqueza dos Açores. Era aqui cultivado em longa escala, sendo o pó, resultante da manipulação adequada, exportado para a Flandres e Inglaterra. No Quintal Etnográfico, encontram-se tendas de artes e ofícios tradicionais, com destaque para a taberna, sapataria, mercearia, barbearia, alfaias agrícolas e tendas de brinquedos antigos. Junto do Museu Agrícola, fica ainda o Museu do Vinho, que dá a conhecer os utensílios utilizados na elaboração e conservação deste produto. O terceiro “museu”, incluído no Quintal Etnográfico, consta da “Casa dos Presépios”, onde se pode observar vários presépios construídos em diferentes materiais por artesãos da freguesia.
A Casa das Memórias localiza-se no Convento dos Franciscanos, ex-líbris da cidade de Lagoa. Este núcleo museológico retrata a história do Convento dos Franciscanos, narrando a evolução deste convento até à atualidade e recordando, simultaneamente, a presença dos seus habitantes, a Ordem Terceira do Convento de Santo António, constituída pelos frades franciscanos. Relembrando um passado afeto aos séculos XVII, XVIII e XIX o núcleo retrata a presença dos franciscanos na Lagoa e os rastos de memória que estes nos deixaram até aos dias de hoje, contando um pouco sobre a sua vida quotidiana através de imagens, figuras e filme. O visitante pode ainda descobrir as memórias de um velho túnel que passa pela antiga adega do Convento

 
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